Java e Cinema: tudo a ver!

One RingDiversos sites e blogs por aí estão divulgando o novo vídeo daquela série do “Java everywhere“. Os vídeos até que são legaizinhos e tal, principalmente este último, onde substituíram o chinês (ou japonês, sei lá) careca presente no primeiro vídeo por uma mulher.

Todos aqueles que conhecem um pouco da história do Java sabem que, mesmo desde antes de Java se chamar Java ela busca essa coisa do “Java everywhere”, onde teríamos diversos tipos de aplicações rodando nos mais diversos dispositivos e plataformas. Rumo à dominação mundial! Aliás, as últimas notícias do mundo Java, assim como esse novo vídeo, me levam a crer que a Sun aposta mesmo todas suas fichas nessa filosofia. No entanto, a minha questão é: até que ponto isso é viável, ou ainda, possível? Não acredito, pelo menos por enquanto, que haja uma resposta para esta pergunta. Ahh, quem se importa? :D

Mudando totalmente de assunto… no final de semana passado, os felizes proprietários de TV a cabo (ou TV fechada, chame do que quiser) foram agraciados com a exibição de dois clássicos de ação/ficção científica: Matrix e Matrix Reloaded. Para a minha surpresa, enquanto assistia aos filmes, percebi muitas conexões com o “jeito Java de ser”, principalmente em relação a essa coisa do “Java everywhere”. Então decidi procurar por esta (e outras) conexões em alguns filmes, e o resultado você poderá conferir neste post.

Está preparado? Então vamos lá!

The Lord of the Rings

Um clássico do cinema, um dos melhores filmes na minha opinião. Vamos dar início mostrando a frase mais memorável do filme:

Three Rings for the Elven-kings under the sky,
Seven for the Dwarf-lords in their halls of stone,
Nine for Mortal Men doomed to die,
One for the Dark Lord on his dark throne
In the Land of Mordor where the Shadows lie.
One Ring to rule them all, One Ring to find them,
One Ring to bring them all and in the darkness bind them
In the Land of Mordor where the Shadows lie.

A conexão está bem clara aqui. Afinal, não é nenhuma novidade que a Sun está tentando criar Uma Plataforma para a todos dominar, Uma Plataforma para encontrá-los, Uma Plataforma para a todos trazer e na escuridão aprisioná-los. :P

Devo dizer que sou a favor de uma abordagem diferente: a que diz que todos têm o seu devido lugar. Então, pelo menos para mim, faria mais sentido se a Sun tentasse criar algo mais específico em vez de tentar empurrar a mesma tralha em tudo que é lugar. Quem já desenvolve com Java SE há algum tempo e tentou criar uma aplicação Java ME sabe exatamente do que eu estou falando.

Ok, vamos à próxima evidência. No caso, é uma fala de um dos meus personagens favoritos:

Gollum: My Precious!

O que isso tem a ver com Java? Tudo! Existem desenvolvedores e entusiastas da plataforma Java que são, literalmente, Gollums, no sentido de que pensam que Java é a única coisa que importa ou que faz diferença em suas vidas profissionais. Todo o resto não passa de um grande e belo nada.

Assim como no filme, para que possamos manter nossas mentes livres de qualquer veneno, é importante que estudemos outras coisas. Você se lembra do filme? Pois é… o que fez com que o Gollum ficasse daquele jeito foi sua obsessão inabalável pelo Um Anel. Então tenha cuidado, ou estará chamando Java de My Precious… logo, logo!

Continuando com esta maluquice, veja a fala abaixo:

Galadriel: [...] One ring to rule them all. One by one, the free people of Middle Earth fell to the power of the Ring. But there were some who resisted. A last alliance of men and elves marched against the armies of Mordor, and on the very slopes of Mount Doom, they fought for the freedom of Middle-Earth. Victory was near, but the power of the ring could not be undone. [...]

Se você conseguiu transpor as informações dispostas nesta fala para o “nosso mundo”, verá que estamos, neste exato momento, passando por uma situação semelhante. Ou seja, Java está fazendo com que todos caiam diante seu poder, mas, no entanto, existem pessoas que resistem corajosamente a tal poder e que lutam pela tão sonhada liberdade (neste contexto, a palavra “simplicidade” faria mais sentido). Enfim, infelizmente o final não é muito promissor para o Um Anel, uma vez que o mesmo é destruído e a paz volta a reinar na Terra-Média. Sad!

Apenas para concluir, a impressão que tenho é que, talvez, estejamos diante de uma das maiores farças da história do Java. Sim, pois os fatos me levam a crer que o pai do Java não é James Gosling, mas J. R. R. Tolkien!

Star Wars

Basicamente, tudo o que acontece nos filmes Star Wars gira em torno da Força. Mas, o que seria a Força? Abaixo, um trecho copiado do Wikipedia:

[...] Some think of the Force as a sentient entity that may be capable of intelligent activities; almost as if it were a sort of God - while others simply consider it something that can be manipulated and used as though it were a tool.

Conseguiu pegar a idéia? Obviamente, esse “problema” não ocorre somente com desenvolvedores Java, mas, certamente, costumava os afetar com mais intensidade.

Vamos voltar um pouco no tempo… você se lembra de como eram as coisas antes das explosões atômicas? Claro que se lembra:

Ah, precisamos desenvolver um Guestbook? Certo… tenho a arquitetura perfeita!

Embora a situação já não seja a mesma, é fato que muita gente tratava a Java Stack como sendo a solução para todos os problemas: com ela, seria possível acabar com o aquecimento global, com a fome mundial e, claro, fazer o Guestbook. Em outras palavras: tratavam a plataforma como sendo uma Lâmpada Mágica, onde bastava esfregar as mãos (e escrever alguns arquivos XML que só funcionavam nesta Lâmpada em específico) para que o Gênio acordasse de seu sono milenar e realizasse todos os desejos daqueles que o despertaram.

O bom nisso tudo é que aprendemos na pele. Estamos finalmente percebendo que o que temos em mãos é uma simples ferramenta. Uma ferramenta que serve para que nós possamos fazer o nosso trabalho. Ponto.

The Matrix

Se os outros dois filmes não te convenceram, este aqui provavelmente o fará. Abaixo segue um diálogo entre Trinity e Neo a respeito do que seria a Matrix (que, ao meu ver, poderia ser encarada como a equivalente cinematográfica da plataforma Java):

Neo: What is the Matrix?
Trinity: The answer is out there, Neo, and it’s looking for you, and it will find you if you want it to.

Pois é, na União Soviética, Java é quem usa VOCÊ!!

Outra fala:

Cypher: You know, I know this steak doesn’t exist. I know that when I put it in my mouth, the Matrix is telling my brain that it is juicy and delicious. After nine years, you know what I realize? Ignorance is bliss.

Legal essa fala. Não sei explicar o porquê, mas isso me fez lembrar do JavaServer Faces. Pois é, o JSF ainda não me convence… no entanto, estão sempre tentando! É a Matrix tentando dizer ao nosso cérebro que o JSF é um framework suculento e delicioso. Ah, por favor, né!? :D

O trecho a seguir é mais sutil. Entretanto, uma vez que se consegue perceber a conexão entre o diálogo e a idéia deste post, a coisa fica bem interessante:

[...]
Neo: This… this isn’t the Matrix?
Morpheus: No. It is another training program designed to teach you one thing: if you are not one of us, you are one of them.

i_need_you_duke3.jpgConseguiu perceber? (vide The Lord of the Rings) Pois então eu explico. Embora isso aconteça com todas as linguagens e plataformas, os entusiastas Java costumam ser mais “cabeçudos” quando o assunto em pauta é tecnologias não-Java.

Quem aqui não se lembra dos famosos flamewars “Java vs .Net”? Veja só, não estou “puxando a sardinha” para nenhum dos lados. Mas eram bons tempos aqueles… você via claramente que, principalmente os desenvolvedores Java, se sentiam humilhados por terem sua linguagem do coração sendo comparada com .Net. Devo admitir que isso já aconteceu até comigo. Por isso: se você não é um dos nossos, você é um deles! :D

Se você ainda não está convencido da conexão entre Matrix e a plataforma Java, a prova a seguir é incontestável. Segue abaixo o diálogo entre Morpheus e Neo, que mostra com exatidão o quanto a Matrix se parece com a plataforma Java:

Morpheus: The Matrix is everywhere. It is all around us. Even now, in this very room. You can see it when you look out your window or when you turn on your television. You can feel it when you go to work… when you go to church… when you pay your taxes. It is the world that has been pulled over your eyes to blind you from the truth.
Neo: What truth?
Morpheus: That you are a slave, Neo. Like everyone else you were born into bondage. Into a prison that you cannot taste or see or touch. A prison for your mind.

20562069_7cf1e2aaec_m.jpgHora para uma brincadeira: releia o diálogo, substituindo Morpheus por Ruby Programmer, Neo por Java Programmer e Matrix por Java. Provavelmente, você perceberá que já presenciou essa cena antes!

Bom, voltando ao assunto… perceba que, na grande maioria das vezes, os termos Matrix e Java são quase que intercambiáveis. Assista ao filme, trocando mentalmente Matrix por Java e você verá que tenho razão!

Conclusão

A conclusão que eu cheguei é que isso tudo é sem-noção demais para que se possa chegar a alguma conclusão. Mas, e você? Conhece algum filme que, por algum motivo, o faz lembrar do nosso amado Java? :P

Fotos por: Marios Tziortzis e Trinity-of-One

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