Tempos de mudança
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Finalmente, depois de ficar isolado do mundo (sem TV, Internet, Jornais, etc), eis que, finalmente, dou as caras! Aconteceu tanta coisa que eu preciso tomar um pouco de cuidado para não querer escrever tudo… senão ninguém vai aguentar ler este post.
Bom, vamos começar com uma bela de uma mudança: finalmente, eu me formei. Se você já se formou sabe o quanto teve de camelar para terminar a faculdade. Seja ela qual for. Quem sabe, isso resulte em melhores salários, e sem aquele papo de trainee/estagiário. Não aguento mais isso! O fato de eu estar cursando a faculdade sempre foi um obstáculo quando o assunto era aumentar o salário. Mesmo atuando bem nos meus “estágios”.
Falando em trabalho, eu estou numa situação meio complicada. Como eu me mudei para outra cidade, cujo mercado de trabalho é ainda pior do que o que existia na minha ex-cidade, não sei como irei fazer para continuar trabalhando. Tenho quase certeza de que terei de me mudar para algum grande centro para conseguir me dar bem em alguma empresa. Ou talvez eu consiga trabalhar remotamente daqui de casa mesmo, mas esta possibilidade é meio improvável. O jeito agora é relaxar e dar um tempo ao tempo. Prefiro pensar nisso depois!
Bom, voltando ao assunto sobre a minha mudança de cidade… é verdade mesmo. Até duas semanas atrás eu morava em Bauru, uma cidadezinha bem porcaria, por sinal. E então, onde você acha que eu vim parar desta vez? São Paulo? Rio de Janeiro? Porto Alegre? Errado!
Vim de uma bomba para outra, um pouco menor: Ourinhos, também situada no interior de São Paulo. Pelo menos aqui as ruas não são esburacadas, o pessoal no trânsito não dá tanta palhaçada, as pessoas são gentis, entre outras coisas boas que não acontecem em Bauru. Outra coisa legal é que, por eu estar morando agora num bairro rodeado de florestas virgens, terrenos baldios e afins, daqui a pouco eu começo a beber pinga, fumar paiêro e andar de carroça para cima e para baixo. Erhm, a parte da pinga pode até ser verdade atualmente, mas isso não é o caso agora. :S
Brincadeiras à parte, já estou vendo como farei para desestressar um pouco da vida que eu levava até então. Faculdade e trabalho a dar com pau. Talvez uns três meses de “férias” resolva a minha situação. Apesar de sempre desejar ter mais tempo livre, quando finalmente consigo (de uma forma ou de outra), nunca sei como aproveitá-lo. Não que eu esteja sentindo saudades dos dias em que eu só tinha tempo para tomar um banho, jantar e dormir míseras quatro horas diárias, mas é que a falta do que fazer chega a assustar um pouco no começo. Mas tranquilo, eu acostumo fácil com isso!!
No geral, apesar de essa mudança ter sido boa, sentirei falta de algumas coisas que ficaram para trás, lá em Bauru: os poucos, bons e velhos amigos. Sim, amizades como as que eu deixei lá em Bauru não são daquelas que se recuperam em algumas saídas por aí. Apesar de tentar manter o contato, é foda. Mais cedo ou mais tarde, a vaca vai pro brejo. (pode começar a se acostumar com esses provérbios neo-caipirísticos, pois, com certeza, eles se tornarão mais comuns por aqui :D)
Bom, já estou escrevendo bobagens demais para um único post. Talvez, se eu tiver saco, escrevo mais coisas…
Um abraço a todos!

